Depois seis anos, um descobridor de talentos do atlestimo pernambucano voltou a trabalhar com marcha atlética. A pedido de um colega, ele ficou duas semanas empenhado na evolução de uma grande promessa do esporte.
Hiago Pereira, de 15 anos, é um prodígio da marcha atlética. Em fevereiro, venceu a primeira competição que disputou. A Copa Pernambuco de Menores. A segunda foi a Copa Brasil, em Santa Catarina. Venceu também.
Na terceira, já estava representando o país no Sulamericano de Menores. Ficou em oitavo lugar. Na quarta, bem, na quarta... Foi desclassificado. “Bom, eu acho que eu marcho muito rápido e eles se confundiram”, brincou Hiago.
“Ele foi desclassificado por flutuação”, explicou o técnico Abraão Nascimento. “Flutuação é a perda de contato com o solo, uma regra básica da marcha. Há dois aspectos: uma é ter sempre contato com o solo e o outro é a extensão do joelho. Eu não percebi, porque ele marcha muito rápido então se você pega um árbitro que não é experiente nisso, ele confunde”, complementou.
Justa ou não, a desclassificação motivou o treinador de Hiago, em Petrolina, a mandar o jovem atleta para o Recife para passar duas semanas sob orientação de Abraão Nascimento. De marcha atlética, ele entende.
Duas das melhores atletas da modalidade no Brasil, Cisiane Dutra e Erika Sena, começaram com ele. Hiago veio aperfeiçoar a técnica, corrigir os erros. É uma pedra bruta que precisa ser lapidada. “O camarada parece que é bom, viu? É questão de tempo e de paciência. Hiago precisa de tempo de prática, pois é muito novo, não tem nem um ano ainda. Quanto mais ele competir, melhor”, disse.
O jovem atleta tem um longo caminho a percorrer marchando. E obstáculos a superar. A falta de apoio é um deles. Hiago treina com um tênis emprestado. Mas a esperança é grande e os objetivos também. “Ser campeão mundial e olímpico de marcha atlética”, falou.
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